De certa forma uma casa ecológica é também uma casa inteligente na medida em que aplica conceitos futuristas para a utilização correcta, por exemplo, da energia em todas as divisões da casa.
Aplicam-se já várias estratégias para este objectivo tais como: monitorização de energia através de sistemas automatizados que estão programados de acordo com a preferência do seu utilizador para racionar melhor a iluminação e a climatização ao longo do dia.
Por outro lado, uma casa inteligente também utiliza fontes de energia renováveis para a produção da energia necessária para as diferentes tarefas domésticas. É neste ponto que se incluem: os painéis fotovoltaicos (que transformam a energia solar em eléctrica); os colectores solares (que convertem a energia solar em térmica) permitindo poupar até 70% da energia que se precisa para o aquecimento da água; sistemas de aquecimento a biomassa que aproveitam as potencialidades da matéria orgânica; e micro-turbinas ecológicas que utilizam a energia do vento de forma a diminuir o consumo de electricidade de 50% a 90%. O conceito de casa inteligente ou futurista aplica estes princípios ecológicos por culpa da contínua poluição e uso abusivo dos recursos naturais pela mão do Homem que vêm a ser alvo de atenção nos últimos tempos. Para além de termos casas tecnologicamente evoluídas temos de pensar também em começar a corrigir os erros do passado na aliança Homem/Natureza.
adaptado da revista "Iris" n.º 1, 2008 ,pág. 23